ABEAG - 15 ANOS - PARABÉNS

Hoje dia 21/07 a ABEAG (Associação Brasileira de Engenheiros Agrícolas) faz 15 anos de existencia.
 
A ABEAG foi fundada no dia 21/07/1999 na cidade de Pelotas-RS, onde ocorreu o Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola.
Neste ano a assembléia geral da ABEAG ocorrerá no dia 28/07 na cidade de Campo Grande-MS, paralelamente com o Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola, conforme preve o estatuto social.
 
A ABEAG tem sede na cidade de Cascavel.
 
Uma dos maiores objetivos (lutas/bandeiras) da ABEAG é a inclusão do Engenheiro Agrícola no concursos públicos [exemplos: MAPA (ministério da agricultura como fiscal agropecuário), EMATER (como extensionista), Prefeituras Municipais, Secretarias de Agricultura tanto Estaduais como Municipais).
Os governos federais e estaduais investem recursos nas universidades para formar o ENGENHEIRO AGRÍCOLA, sendo que eles mesmos dificultam a entradas nos concursos públicos.
Sabemos que para participar do concurso público como fiscal agropecuário teremos que mudar a lei federal n° 10883/2004, pois nela consta apenas agronomos, veterinários e zootecnistas. Ficando de fora os Engenheiros Agrícolas, os Engenheiros Florestais, os Engenheiros de Pesca, os Engenheiros de Alimentos, entre outros.
 
A ABEAG é membro participante do Colégio de Entidades Nacionais (CDEN) desde 2006. O CDEN se reune 4 (quatro) vezes por ano para discutir assuntos de interesses dos profissionais da Engenharia e Agronomia. O CDEN é composto por 25 (vinte e cinco) entidades nacionais das diversas áreas de formação (engenharias: civil, elétrica, mecanica, agrícola, mecanica, industrial, florestal, agronomos, etc...).
 
Estamos a disposição para outros esclarecimentos.
 
Abraços
 
Valmor Pietsch
Presidente


Engenheiro Agrícola
 
O Engenheiro Agrícola é aquele que implementa a engenharia da cidade no campo. Para isso, usa técnicas para aproveitamento do solo, busca a preservação dos mananciais, planeja e executa obras de irrigação, combate à erosão e drenagem. Também trabalha na mecanização da agricultura, em projetos de eletrificação, edificações rurais e armazenagem de produtos.

Campos de atuação

Órgãos públicos estaduais ou federais, Usinas, Indústrias, Empresas de Consultoria.

A mecanização em alta

Um profissional que coloca seus conhecimentos de engenharia mecânica, civil e elétrica a serviço da atividade agrícola, garantindo colheitas fartas e diminuindo perdas dos produtos estocados. Esse é o perfil do engenheiro agrícola, muitas vezes confundido com o agrônomo. Embora sutis, há diferenças entre os focos dessas duas carreiras: enquanto o agrônomo se preocupa com a produção de alimentos, de origem animal e vegetal, o engenheiro agrícola se dedica a sistemas de suporte à produtividade. É ele quem projeta açudes, barragens e sistemas de irrigação e drenagem do solo, constrói silos para armazenamento de mercadoria e edificações rurais para rebanhos e secagem de grãos, além de aperfeiçoar máquinas agrícolas. São, portanto, atividades complementares. Há 27 anos surgiu a primeira Faculdade de Engenharia Agrícola no Brasil, na Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Hoje há poucas escolas, que formam uma quantidade pequena de graduados – a vantagem é que esses profissionais têm boas possibilidades de conseguir estágio e emprego imediato, depois de diplomados. Em tese, há demanda por engenheiros agrícolas tanto em propriedades rurais como nas indústrias de máquinas. O mercado, porém, fica sujeito aos humores da economia e das políticas governamentais. Quando se abrem linhas de crédito para financiamento de maquinário e projetos de irrigação, cresce a oferta de emprego em propriedades rurais e cooperativas. Como os últimos superávits da balança comercial foram obtidos graças à atividade agrícola, espera-se crescimento também no nível de empregos. No momento, está em alta o setor de mecanização, que requer profissionais capazes de projetar novos equipamentos ou adaptar modelos antigos às necessidades de determinadas culturas. Na indústria, o engenheiro agrícola está sendo solicitado para acompanhar as fases de transformação do produto rural, criando processos adequados de resfriamento do leite e embalagem de frutas. O grande desafio para o engenheiro agrícola é conseguir adaptar a tecnologia importada às condições climáticas do Brasil. É o caso, por exemplo, das embalagens para uvas. As produzidas aqui não podem ser acondicionadas da mesma forma que as de países europeus. O salário inicial, definido em lei para a classe de engenheiros, em qualquer área, é de 8,5 salários mínimos. São as técnicas e conhecimentos empregados na construção de obras no campo e no gerenciamento de processos agropecuários. O engenheiro agrícola projeta, implanta e administra técnicas e equipamentos necessários à produção rural. Planeja métodos de armazenagem e constrói silos, armazéns e currais. Responsável pela adoção de medidas que impeçam a criação de rebanhos e a exploração de lavouras de causar erosão e esgotamento do solo e poluir mananciais, constrói açudes, sistemas de irrigação e de drenagem. Também se ocupa da mecanização agrícola e da eletrificação rural. Há boas oportunidades de trabalho nas novas frentes agrícolas, no centro-oeste e nordeste do país. Para exercer a profissão é preciso registrar-se no Crea. Características que ajudam na profissão: espírito investigativo, senso de observação, capacidade de análise, gosto por atividades ao ar livre, curiosidade, facilidade de trabalhar em equipe.

A carreira

O desperdício na agricultura brasileira é assustador. Entre a colheita e o consumo, perde- se, em média, 30% da produção, contra 5% a 6% na Europa e nos Estado Unidos", afirma Sérgio Benez, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Agrícola. "Isso acontece principalmente em razão da falta de condições adequadas de armazenamento." Daí a importância para o país do engenheiro agrícola, responsável por implantar processos de beneficiamento e realizar obras, como silos devidamente equipados, para evitar tais perdas. "De nada adianta aumentar a safra se não existir estrutura apropriada para armazenar, processar e transportar os grãos", diz José Euclides Paterniani, coordenador do curso da Unicamp, em São Paulo. Cuidar do meio ambiente também é uma maneira de impedir perdas. Assim, esse profissional faz o planejamento ambiental das áreas de plantio e de criação de rebanhos, determinando os locais para disposição de resíduos, a reciclagem de dejetos da produção e a preservação das fontes de água para impedir que sejam contaminados por agrotóxicos. "Há gente fazendo carvão com coco, para usar como combustível, e utilizando bagaço de cana na confecção do revestimento interno de automóveis", revela Benes.

O mercado

A palavra de ordem é planejamento ambiental. "Procuram-se cada vez mais especialistas capazes de utilizar as áreas agrícolas com racionalidade, de forma a não interferir no meio ambiente", conta o professor Paterniani, da Unicamp. Aumenta também a procura por profissionais autônomos que atuem como consultores, orientando o produtor na compra e na manutenção de equipamentos. As melhores chances estão nas grandes regiões agrícolas do país, no Centro-Oeste, Sul e Sudeste.


 
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