VI Simpósio Florestal Catarinense
O VI Simpósio Florestal Catarinense, realizado na Escola Agro-técnica Federal de Rio do Sul – EAFRS, foi aberto pelo Presidente da ACEF Gilberto Ferretti, pelo Presidente da AEF-Sul André Richter, pelo Presidente da SBEF Glauber Pinheiro, além do Diretor da EAFRS, e do Secretário Municipal de Meio Ambiente de Rio do Sul.

"O Desenvolvimento Clonal de Pinus e Eucalyptus na RIGESA”, foi a palestra apresentada pelo Engenheiro Florestal Laércio Luiz Duda, que abordou os métodos de clonagem de Pinus Taeda por embriogênese somática, e os testes clonais utilizados na Rigesa.

O "Melhoramento de Eucalyptus para Santa Catarina", foi apresentado pelo Engenheiro Florestal Gleison Augusto dos Santos, que demonstrou todo o processo de seleção, bem como os resultados obtidos pela Klabin com o melhoramento de eucaliptos. Também foram mostrados o zoneamento e as variedades obtidas.


Os “Principais problemas fitossanitários associados a produção de mudas no Vale do Itajaí”, foram enfocados pelo Engenheiro Florestal Marcelo Diniz Vitorino, Prof. Dr. da FURB. O palestrante discorreu sobre os principais problemas detectados em Eucaliptos: Tombamento; Manchas Foliares; Ferrugem; Oídio; Mofo Cinzento; Lagarta enroladeira; e Grilos ou Paquinhas. Apresentou os principais agentes, bem como as medidas de prevenção e controle. Sobre Pinus, os principais problemas detectados são: Pulgões; Tombamento; Queima de ponteiros; e Podridão de raízes. E para a Palmeira Real, as potenciais pragas são: Rhynchoporus palmarum (Coleoptera: Curculionidae); Metamasius spp. (Coleoptera: Curculionidae); Dyscinetus rugifrons (Coleoptera: Scarabaeidae); Thrips (não identificada).
A palestra “Planejamento e Estrutura de Viveiros Florestais”, proferida pelo Engenheiro Florestal José Zani Filho, mostrou que o Mercado de Pinus e Eucalyptus produz 1,5 bilhões de mudas ao ano, sendo 70% clonadas. Houve uma abertura das Empresas Florestais em fazer parcerias com viveiros autônomos, e cresceu o interesse em plantios florestais, devido ao grande retorno financeiro (30 - 35% aa), e ainda pela facilidade de compra de mudas e instruções técnicas de plantio aos novos “fazendeiros florestais”, criou-se assim novo mercado e necessidades de construção e/ou ajustes dos viveiros florestais. Prosseguiu apresentando os pontos críticos, os conhecimentos necessários para o gerenciamento da produção, e estruturas de viveiros de médio e grande porte.
A “Situação atual dos trabalhos da Comissão de Sementes e Mudas do MAPA - Ministério da Agricultura Pecuaria e Abastecimento”, foi apresentada pelo Prof. Dr. Engenheiro Florestal Antônio Higa, que abordou sobre as diretrizes da nova legislação de sementes e mudas florestais, Lei 10.711 e Decreto 5.153. Com base nestas diretrizes, abordou-se as metodologias de produção de sementes, as categorias de sementes e mudas, a certificação, as normas e padrões de qualidade de mudas florestais.
O evento contou com a presença de mais de 300 participantes, entre profissionais, estudantes e produtores rurais. Além das palestras, foi oferecido o mini-curso sobre Recuperação de Área Degradadas, e exposição de stands. Ás 17:00 h deu-se o encerramento do VI Simpósio com momento de confraternização entre os participantes. |